Apple e Facebook oferecem congelamento de óvulos para suas funcionárias

A fim de atrair mais mulheres para suas equipes de trabalho, tanto a Apple quanto o Facebook passaram a oferecer mais um benefício em seus programas de saúde: o congelamento de óvulos. Para a Apple, essa iniciativa é mais uma forma de demonstrar o quanto a empresa se preocupa com suas colaboradoras e suas famílias. Sendo assim, a criopreservação e o armazenamento de óvulos fazem parte de todo um suporte de tratamento da infertilidade. Já o Facebook oferece até 20 mil dólares para cada funcionária interessada no congelamento de óvulos, além de uma série de outros serviços de fertilidade para homens e mulheres de sua equipe. Nos Estados Unidos, um congelamento padrão custa em torno de 10 mil dólares, mais taxas anuais pelo serviço. As duas empresas reconhecem o quanto as mulheres se preocupam com o relógio biológico e o quanto a dedicação integral ao trabalho pode leva-las à difícil decisão de abrir mão ou da vida pessoal, ou da carreira. Ao valorizar a “preservação da fertilidade” de suas funcionárias, bem como apoiar tratamentos de infertilidade, essas empresas demonstram compreender os principais anseios do mundo corporativo de hoje em dia, pelo menos no que se refere às mulheres.

 

Subfertilidade: você sabe o que é?

Causas comuns de subfertilidade feminina incluem desordens na ovulação, doenças nas trompas, adesões peritoneais, endometriose, anormalidades no útero e ter mais de 35 anos. Como 10% dos casos de infertilidade se enquadram na determinação “sem causa aparente”, é importante que sejam analisados dados disponíveis sobre a paciente e os tratamentos realizados anteriormente para que seja possível traçar um novo perfil de tratamento de fertilização assistida. De acordo com Assumpto Iaconelli Junior, diretor do Fertility Medical Group, a indução da ovulação, por exemplo, é bem-sucedida em muitos casos, menos quando a paciente sofre de falência ovariana. Já a cirurgia é uma opção para pacientes com danos nas trompas, aderências, endometriose e anormalidades uterinas. Quando a infertilidade está relacionada à idade – inclusive, quando outros tratamentos não foram bem-sucedidos – a doação de óvulos se mostra o método mais eficaz disponível até agora. “Casais com infertilidade sem causa aparente podem ser tratados de forma eficiente com indução da ovulação mais inseminação intrauterina ou fertilização in vitro”. Diante disso, é importante não desanimar e buscar ajuda de um especialista em Medicina Reprodutiva.

 

Cientistas dizem que tomar sol pode aumentar chances de engravidar

O jornal The Telegraph, do Reino Unido, divulgou estudo em que cientistas afirmam que tomar sol regularmente pode elevar em um terço as chances de engravidar. O estudo analisou pacientes em tratamento de fertilização assistida durante seis anos (doze mil ciclos) – sempre do ponto de vista do clima a que estavam submetidas antes de iniciar o tratamento. Pesquisadores afirmam que os efeitos benéficos do sol podem estar relacionados à melatonina, hormônio estimulado pelo sol que já se sabe exercer influência nos ciclos reprodutivos. A vitamina D – que também sofre influência direta do sol – é outro fator importante que afeta a qualidade dos óvulos.  Apresentado durante o Encontro Anual da Sociedade Europeia de Saúde Reprodutiva, em Lisboa, o estudo belga sugere que pacientes se beneficiam ao passar uns dias ao sol um mês antes de começar a estimulação ovariana. Leia mais em

http://www.telegraph.co.uk/news/health/news/11683901/Dose-of-sunshine-can-boost-womens-chances-of-conceiving-a-baby-by-third.html

Você lê os rótulos dos produtos que usa, inala ou ingere?

Agressões ao solo, água e ar têm sido tema de algumas discussões globais acerca do impacto sobre a vida na Terra.  Em muitos lugares, incluindo o Brasil, a população ainda é exposta a resíduos industriais perigosos. Estudos indicam que esses ‘disruptores endócrinos’ promovem alterações no sistema endocrinológico dos seres humanos, alterando a regulação dos hormônios e influenciando diretamente testículos, ovários, tireoide, metabolismo, desenvolvimento fetal etc. Ou seja, o sistema reprodutor está sob ameaça constante.

Os disruptores endócrinos costumam estar presentes em fórmulas de detergentes, produtos de higiene pessoal, resinas plásticas, tintas, agrotóxicos, fertilizantes etc. De acordo com Edson Borges Junior, diretor científico do Fertility Medical Group, eles conseguem mimetizar os hormônios naturais, inibindo a ação desses e desregulando todo sistema endócrino, com alto potencial de comprometimento do sistema reprodutor, causando infertilidade. “Esses componentes estão tão presentes no dia a dia das pessoas, que elas respiram, ingerem ou entram em contato com eles sem se dar conta da gravidade”. Entre as substâncias tóxicas persistentes, as mais sujas são DDT, PCB, aldrin, endrin, dieldrin, clordano, toxafeno, mirex, heptacloro, hexaclorobenzeno, dioxinas e furanos. Vale a pena conferir os rótulos!

 

Edson Borges Junior participa da 29ª Jornada de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa (SP)

Na última quinta-feira (11), o diretor científico do Fertility Medical Group, Edson Borges Junior, participou como professor convidado da 29ª Jornada de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de SP. Com aula intitulada “Infertilidade masculina: o que o ginecologista deve saber”, o especialista em Medicina Reprodutiva explicou em que circunstâncias o casal deve buscar uma avaliação de seu potencial fértil, chamando atenção para o fato de que 35% dos casos de infertilidade  estão relacionados a fatores masculinos. Com ênfase no envolvimento do marido na investigação e tratamento da infertilidade do casal, o especialista falou sobre as causas mais recorrentes de infertilidade masculina, avaliando também os tratamentos medicamentosos e cirúrgicos disponíveis, sempre com base em estudos relacionados às chances de sucesso.

Os interessados podem consultar a apresentação completa em

http://fertility.com.br/wp-content/uploads/2015/03/Santa-Casa-2015.pdf.

Preste atenção: 38% dos homens inférteis têm sintomas de andropausa

As mulheres estão muito acostumadas a falar sobre a menopausa. Mas não é porque os homens não falam quase nada sobre o assunto que ele deixa de existir.  O fato é que o envelhecer altera a capacidade reprodutiva dos homens também, ainda que de modo mais muito lento.  Estudo divulgado no The Journal of Urology (Estados Unidos) revela que os sintomas de andropausa e disfunção erétil são comuns entre homens inférteis, afetando aproximadamente 38% deles. Edson Borges Junior, diretor científico do Fertility Medical Group, diz que os níveis de testosterona começam a declinar a partir dos 30 anos, mas não há estudos conclusivos que apontem em que idade o homem entra na andropausa. Normalmente, os sintomas são mais visíveis depois dos 50 ou 60 anos – quando alguns estão em novos relacionamentos e enfrentam dificuldade para ter um filho com a nova parceira.  Portanto, assim que percebem os primeiros sinais de andropausa ou enfrentam dificuldade para engravidar a parceira, os homens deveriam ser cuidadosamente examinados para identificar e tratar o problema – que   pode incluir desde uma terapia de reposição hormonal (testosterona), até um tratamento de infertilidade masculina, já que há sempre novas técnicas de captação espermática.

Você sabe como o “fator idade” afeta a fertilidade?

De acordo com Assumpto Iaconelli Junior, diretor do Fertility Medical Group, a mulher já nasce com todos os óvulos que irá ovular ao longo de sua vida fértil. A partir dos 37 anos, a reserva oocitária começa a reduzir com maior velocidade e a qualidade dos óvulos também diminui com o passar dos anos, resultando em redução progressiva da taxa de gestação e aumento na taxa de aborto também progressivo. No caso dos homens, a mudança é menos acentuada. Ainda assim, a partir dos 45 anos a qualidade seminal começa a se deteriorar, com aumento de alterações no DNA dos espermatozoides e nos parâmetros seminais – o que influencia nas taxas de aborto e de gravidez. Para o especialista, ter consciência da importância do “fator idade” contribui para que os casais compreendam melhor a realidade biológica que acompanha suas escolhas ao longo da vida. Ao esperar demais, as chances de uma gravidez de risco são maiores, bem como a possibilidade de não conseguirem engravidar naturalmente. Sabendo disso, quem deseja adiar os planos de gravidez deveria consultar um especialista em Medicina Reprodutiva e fazer um planejamento.

Refrigerantes e energéticos em excesso dificultam gravidez

O excesso de energéticos e refrigerantes à base de ‘cola’ pode reduzir as chances de gravidez em 27%. Estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de Nevada (Estados Unidos) comprova que a cafeína presente nessas bebidas interfere tanto na fertilidade masculina quanto na feminina. Apesar de não ser um estudo conclusivo, os pesquisadores recomendam suspender o consumo de bebidas à base de cafeína quando se está enfrentando dificuldade para ter um bebê.  Na opinião de Edson Borges, diretor científico do Fertility Medical Group, há trabalhos científicos muito sérios comprovando que a contagem de espermatozoides é mais baixa quando o paciente ingere quatro copos ou mais de refrigerantes tipo cola por dia e/ou energéticos. “No caso das bebidas à base de cola, tão populares desde a infância até a idade adulta, não se trata apenas da quantidade de cafeína, mas da combinação com outros componentes, como açúcar (ou adoçantes artificiais), sódio, corantes, acidulantes e conservantes, entre outros. Além de uma contagem menor de espermatozoides, eles terão sua qualidade comprometida”.